CONHEÇA OS PESQUISADORES DA UFG DO GRUPO DE MODELAGEM

CONHEÇA OS PESQUISADORES DA UFG DO GRUPO DE MODELAGEM
CONHEÇA OS PESQUISADORES DA UFG DO GRUPO DE MODELAGEM

A pandemia de Covid-19 chegou no território nacional em meados de fevereiro. Desde então, pesquisadores de reconhecimento internacional da Universidade Federal de Goiás (UFG) iniciaram trabalhos, estudos e pesquisas que se somaram ao combate à crise, cumprindo o seu papel e sua responsabilidade social. Nesse sentido, pesquisadores das mais variadas formações, de diferentes áreas, laboratórios e grupos de pesquisa se somaram numa corrente interdisciplinar de enfrentamento à Covid-19. Mas, afinal de contas, quem são esses profissionais da Universidade envolvidos? Quais são as áreas de conhecimento que vêm contribuindo com as pesquisas?Uma equipe que vem ganhando destaque na imprensa e na sociedade goiana é a do Grupo de Modelagem da Expansão da Covid-19 em Goiás, que trabalha com as estimativas de avanço da pandemia no Estado e contribuem, portanto, para as ações de contenção do vírus na região. Ele é composto pela pesquisadora, médica e epidemiologista, Cristiana Toscano, e pelos pesquisadores e biólogos Thiago Rangel e José Alexandre Felizola Diniz. Todos eles pesquisadores de excelência, reconhecidos pelas instituições de pesquisa e Ciência como a Organização Mundial de Saúde, CNPq, Capes e a Academia Brasileira de Ciências.

Integrante dessa equipe, Cristiana Toscano é professora do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública. Recentemente ela foi indicada para compor o Grupo Estratégico Internacional de Experts em Vacinas e Vacinação (SAGE – Strategic Advisory Group of Experts for vaccines and vaccination) da Organização Mundial da Saúde (OMS) em seu Grupo de Trabalho de Vacinas para COVID-19. Cristiana Toscano é a única brasileira, além de representante inicial da América Latina, que irá compor este grupo restrito de especialistas mundiais. Antes mesmo dessa indicação ela já fazia parte do grupo de modelagem de expansão da Covid-19 em Goiás.

Cristiana Toscano, médica epidemiologista

Ela atua na área de imunizações há 20 anos, e neste período trabalhou em organizações internacionais em diversas instâncias – Organização Pan-Americana da Saúde no Brasil, em Washington e depois Organização Mundial da Saúde em Genebra. Participa de diversos comitês nacionais e internacionais da área, como especialista.

Em se tratando da grande área de conhecimento Saúde, entender a participação de médicos e epidemiologistas é fácil. Mas o que um biólogo da área de Ecologia, que estudou com modelos computacionais de simulação de ponta, por exemplo, populações de beija-flor, pode contribuir com a pesquisa de avanço da pandemia no mundo, no Brasil e em Goiás? O Jornal UFG vai ajudar a responder.

O professor da UFG Thiago Rangel é biólogo, pesquisador nível 1D do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e atua na área da Ecologia e Evolução. Suas pesquisas trabalham com métodos estatísticos, matemáticos e computacionais que avaliam a ecologia e a biodiversidade de populações, sejam de beija-flores, peixes, mamíferos etc. Entre seus estudos, há o que investigou a diversidade de beija-flores, de suas espécies e linhagens. E a pesquisa, assim como explica Thiago Rangel, “tem uma relação profunda com estudos epidemiológicos”, como os que são realizados para monitorar o avanço da pandemia em Goiás. “As mesmas técnicas que utilizei para estudar o beija-flor, por exemplo, são também utilizadas para entender linhagens ou cepas de vírus”, afirma.

Thiago Rangel, biólogo, pesquisador da área de Ecologia e Evolução

De acordo com o pesquisador da UFG, “a ecologia é uma ciência irmã da epidemiologia”. Para se ter ideia, o Grupo de Modelagem estuda a velocidade de reprodução do vírus e, para isso, “utiliza exatamente as mesmas técnicas que um ecólogo aprende quando estuda velocidade de reprodução de qualquer espécie”, afirma Thiago Rangel. No caso, a equipe de pesquisadores da UFG trabalha com o modelo de simulação, o mais sofisticado que existe dentro da epidemiologia. Foi com esse tipo de modelo de investigação computacional, inclusive, que o professor Thiago Rangel liderou uma equipe de pesquisadores internacionais sobre a biodiversidade na América do Sul. O estudo foi publicado na revista Science.

O caráter interdisciplinar dos grupos de pesquisa sobre o avanço da pandemia no Brasil e no mundo é ressaltado pelo professor José Alexandre Felizola Diniz, outro membro da equipe. Também biólogo, o professor que é pesquisador nível 1A do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), é o único membro da Academia Brasileira de Ciências de Goiás, Comendador da Ordem do Mérito Científico Nacional pelas contribuições a ciência brasileira em 2018. Ele trabalha há anos com modelagens computacionais na área de ecologia e evolução.

José Alexandre Diniz, biólogo, pesquisador da área de Ecologia e Evolução

O professor José Alexandre explica que todos os grupos que trabalham com esse tipo de modelagem são interdisciplinares. Os modelos são complexos, há muitas associações de físicos e epidemiologistas. Na modelagem feita no estado de São Paulo, por exemplo, que é acompanhada de perto pelos pesquisadores goianos, há físicos, ecólogos e epidemiologistas. “É bem comum ter por exemplo físicos nesses grupos, ressalta José Alexandre”. Os ecólogos trabalham com aplicação de métodos matemáticos e computacionais para estudar biodiversidade, porque essa é uma das áreas de trabalho desse profissional.

Para se ter uma ideia de como os estudos de evolução podem auxiliar em diversas áreas, o professor Thiago Rangel, por exemplo, tem trabalhos com evolução humana de línguas humanas. Já o professor José Alexandre desenvolve trabalhos sobre evolução do corpo humano e do cérebro. Tudo isso com métodos computacionais, ecologia geral e de populações.

Projeto de modelagem da expansão da Covid-19 em Goiás

Atendendo a uma demanda do poder público, no final do mês de março de 2020, foi conformado um grupo de modelagem para a COVID-2, com profissionais com experiência em modelagem, incluindo médicos epidemiologistas e biólogos especialistas nessa prática, para, por meio de modelagem epidemiológica e se valendo de métodos matemáticos e computacionais, gerar evidências que possam subsidiar a tomada de decisão em saúde considerando o atual cenário da pandemia da COVID-19 no Estado de Goiás. A estrutura e metodologia dos modelos desenvolvidos, assim como parâmetros e premissas consideradas nas modelagens e os resultados das estimativas apresentadas nesta nota técnica, foram apresentados, discutidas e validadas pelo Comitê de Operações de Emergência em Saúde Pública do Estado de Goiás (COE-COVID-19).

Desde meados de abril o grupo vem trabalhando no desenvolvimento de um modelo de simulação (ABM-COVID-GO-III) que incorpora de forma explícita todos os municípios e suas respectivas estruturas demográficas, assim como a conectividade entre os municípios dentro do Estado de Goiás (ver item 2, pg. 16, para um histórico e discussão sobre as versões anteriores dos modelos desenvolvidos pelo grupo). O ABM-COVID-GO III permite explorar de forma mais efetiva diferentes cenários e responder à várias perguntas. O estudo avalia a expansão da COVID-19 e os impactos estimados no sistema de saúde no Estado de Goiás, considerando diferentes cenários futuros de transmissibilidade, resultantes das medidas de distanciamento social implementadas e o comportamento da população ao longo do tempo; caracteriza e prediz a expansão da epidemia por região geográfica no Estado ao longo do tempo; estima a demanda de leitos hospitalares convencionais e leitos de UTI para pacientes com COVID-19, por macro-região do Estado sob os dois cenários futuros; estima o número de óbitos por COVID-19 acumulados ao longo do tempo, para o Estado como um todo e por macro-região sob os dois cenários futuros.

Breve currículo dos pesquisadores da Modelagem Covid-19

Cristiana Maria Toscano – A professora, médica e infectologista Cristiana Maria Toscano possui graduação em Medicina pela Universidade de São Paulo, mestrado em Doenças Infecciosas e Parasitárias pela Universidade de São Paulo, doutorado em Epidemiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e pós-doutorado em Avaliação de Tecnologias em Saúde pela UFRGS. Especialista em epidemiologia de campo pelo programa Epidemic Intelligence Service (EIS) do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) de Atlanta, EUA e especialista em economia da saúde pela Universidade de York do Reino Unido. Tem experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase em Epidemiologia e Avaliação de Tecnologias em Saúde, atuando principalmente nos seguintes temas: avaliação de impacto de tecnologias, análise econômica, vigilância em saúde, imunizações e infecção hospitalar. Tem participado como membro de outros estudos da Organização Pan-americana de Saúde / Organização Mundial da Saúde (PAHO/WHO) sobre doenças evitáveis por vacinas. A professora é chefe do departamento de Saúde Coletiva do IPTSP-UFG.

José Alexandre Felizola Diniz Filho – O professor possui graduação em Ciências Biológicas Bacharelado pela Universidade Federal de Sergipe (1989), mestrado em Ciências Biológicas (Zoologia) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1992) e doutorado em Ciências Biológicas (Zoologia) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1994). Desde 1994 é professor da Universidade Federal de Goiás (professor titular desde 1996) e entre 2014 e 2016 foi Pró-Reitor de Pós-Graduação desta universidade. Foi membro de diversos comitês da CAPES e coordenador adjunto da área de Ecologia & Meio Ambiente entre 2009 e 2011. É bolsista de produtividade em pesquisa nivel 1A do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e desde 2005 é membro da Linnean Society, London (FLS). Em 2014 passou a ser membro da Academia Brasileira de Ciências e em 2018 recebeu a Comenda da Ordem Nacional do Mérito Cientifico, da Presidência da República. Tem experiência nas áreas de Macroecologia, Genética e Ecologia Geográfica e Métodos Filogenéticos Comparativos. Foi editor associado de vários periódicos, incluindo um dos editores principais do periódico “Global Ecology & Biogeography” (Blackwell Inc.) e editor-chefe da “Natureza & Conservação”, da ABECO, entre 2010 e 2012. É atualmente membro do corpo editorial da “Ecography”, “Plant Ecology and Diversity” e “Perspectives in Ecology and Environment”. Atualmente coordena o Programa de Pós-graduação em Ecologia e Evolução, único nota 7 em Goiás.

Thiago Fernando Lopes Valle de Britto Rangel – possui graduação em Ciências Biológicas – Bacharelado Em Biologia pela Universidade Federal de Goiás (2003), mestrado em Ecologia e Evolução pela Universidade Federal de Goiás (2005), sob orientação do professor José Alexandre Felizola Diniz-Filho, e doutorado em Ecology and Evolutionary Biology pela Universidade de Connecticut (EUA, 2010), sob orientação do professor Robert K. Colwell. Atualmente é Professor Titular-Livre no Departamento de Ecologia (Instituto de Ciências Biológicas – ICB) da Universidade Federal de Goiás. Tem experiência nas áreas de Biologia, Ecologia, Estatística e Computação, com ênfase em Macroecologia, Ecologia Geográfica e Biogeografia, atuando principalmente nos seguintes temas: biodiversidade, padrões espaciais em riqueza de espécies, modelagem de distribuição de espécies, estatística espacial, métodos estatísticos computacionais e simulações computacionais. É vice-coordenador do Programa de Pós-graduação em Ecologia e Evolução, único nota 7 em Goiás.

Fonte: UFG

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