SINT-IFESGO PUBLICA NOTA PÚBLICA EM APOIO AOS TAES DO IFG – CAMPUS CIDADE DE GOIÁS

O Sint-IFESGO publica nota pública em apoio aos trabalhadores e trabalhadoras técnico-administrativos em educação do IFG — Campus Cidade de Goiás, diante de episódios de exposição pública indevida, constrangimentos e ataques relacionados à participação desses servidores em processo institucional sobre a suspensão temporária da oferta de novas vagas dos cursos de Cinema e Audiovisual e Artes Visuais.

Segundo os registros encaminhados ao sindicato, cartazes foram afixados em espaços de circulação pública da Cidade de Goiás com rostos, nomes, cargos e funções de servidores, associando-os diretamente à proposta de suspensão. Para o Sint-IFESGO, esse tipo de ação não se limita à defesa de uma posição no debate acadêmico, mas personaliza uma decisão coletiva e institucional, expondo trabalhadores como se fossem responsáveis individuais por uma deliberação colegiada.

A entidade afirma que a situação ultrapassa os limites da divergência de ideias e deve ser compreendida como forma de violência política, por deslocar o debate da arena institucional para a intimidação pública. O sindicato também destaca que a suspensão da oferta foi aprovada por ampla maioria no âmbito da comissão responsável, regularmente constituída e em conformidade com as normativas institucionais vigentes.

Na nota, o Sint-IFESGO reafirma a legitimidade da crítica, da manifestação e da mobilização em defesa de projetos acadêmicos, mas ressalta que nenhum desses direitos autoriza a exposição de servidores, o constrangimento pessoal ou a criação de um ambiente de hostilidade e adoecimento no trabalho.

O sindicato informa, ainda, que se coloca ao lado dos TAEs para a adoção de todas as medidas cabíveis, com o objetivo de restabelecer a verdade dos fatos, a normalidade no ambiente de trabalho no IFG e as relações com a sociedade vilaboense.

Leia a nota completa abaixo:

NOTA PÚBLICA DO Sint-IFESGO EM APOIO AOS TAEs DO IFG — CAMPUS CIDADE DE GOIÁS

O Sint-IFESGO vem a público manifestar seu apoio integral aos trabalhadores e trabalhadoras técnico-administrativos em educação do IFG — Campus Cidade de Goiás, que vêm sendo submetidos a exposição pública indevida, constrangimentos, hostilidade e ataques à sua honra, imagem, segurança e dignidade funcional em razão de sua participação regular em processo institucional relacionado à suspensão temporária da oferta de novas vagas dos cursos de Cinema e Audiovisual e Artes Visuais.

A situação é grave e precisa ser nomeada com precisão: não se trata apenas de divergência de ideias. Trata-se de violência política.

Registros encaminhados ao Sint-IFESGO demonstram a afixação de cartazes em espaços de circulação pública da Cidade de Goiás contendo rostos, nomes, cargos e funções de servidores, associando-os diretamente à proposta de suspensão. O material não se limita a defender uma posição. Ele personaliza uma decisão coletiva, destaca pessoas identificáveis e as apresenta à comunidade como responsáveis individuais por um processo institucional.

Essa estratégia é inaceitável.

Ao espalhar rostos, nomes e funções pela cidade, o material reproduz uma gramática visual socialmente associada à exposição pública de pessoas acusadas ou procuradas, como se trabalhadores em exercício regular de suas atribuições devessem ser tratados como suspeitos, culpados ou alvos. Essa escolha não é neutra: desloca o debate da arena institucional para a arena da intimidação pública e da violência política.

O cartaz não debate uma política institucional. Ele fabrica culpados.

A suspensão da oferta foi aprovada por votação amplamente majoritária da Comissão responsável, com percentual superior a 80%, resultado documentado junto à Diretoria do Campus. A Comissão, por sua vez, foi constituída em conformidade com as normativas institucionais vigentes. Trata-se, portanto, de deliberação colegiada, formal e institucional. Reduzir esse resultado a uma ação isolada dos TAEs, ou qualificá-lo como suposto “motim dos TAEs”, distorce os fatos, desqualifica politicamente a categoria e tenta transferir para trabalhadores o custo de uma derrota política sofrida no interior de uma instância legítima.

Perder uma votação não autoriza fabricar inimigos públicos.

O Sint-IFESGO reafirma que o direito à manifestação, à crítica e à oposição deve ser preservado. A comunidade acadêmica pode questionar decisões, defender cursos, disputar projetos e mobilizar apoios. Isso faz parte da democracia institucional. Mas democracia não é salvo-conduto para abuso ou disseminação de uma política de ódio.

O direito de divergir não inclui o direito de expor rostos pela cidade. O direito de fazer oposição não inclui o direito de constranger trabalhadores. O direito de defender cursos não inclui o direito de praticar ataques a servidores, levando-os ao adoecimento.

O que se verifica, a partir dos relatos e registros encaminhados ao sindicato, é uma estratégia de desgaste reputacional com efeito multiplicador. A exposição pública de rostos, nomes, cargos e funções não atinge apenas os servidores diretamente expostos; ela cria um ambiente de autorização para novas abordagens, novos constrangimentos, novas publicações, novos ataques e novas formas de intimidação.

Esse é o efeito imitativo desse tipo de exposição: uma vez instalado o alvo, outras pessoas podem se sentir autorizadas a repetir, ampliar ou radicalizar a agressão.

Por isso, a divulgação dos cartazes não pode ser tratada como gesto isolado, ingênuo ou meramente opinativo. Na prática, ela funciona como um dispositivo de convocação difusa à hostilidade.

O Sint-IFESGO se coloca ao lado dos servidores técnico-administrativos em educação para adoção de todas as medidas cabíveis para que a verdade dos fatos restabeleça a normalidade no ambiente de trabalho no IFG e suas relações com a sociedade vilaboense.

Atenciosamente,
Direção do Sint-IFESGO.

Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das
Instituições Federais de Ensino Superior do Estado de Goiás

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