Como parte das ações especiais do mês de março, será realizada a roda de conversa “Mulheres e Autonomia Financeira, com Rosângela Nunes”, um encontro pensado para promover escuta, diálogo e reflexão sobre a relação das mulheres com o dinheiro, o trabalho, o futuro e o poder de decisão.
A atividade parte de uma compreensão ampla da autonomia financeira. Mais do que acesso à renda, o tema envolve condições reais de escolha, segurança e independência. Em estudo do Lab Think Olga, autonomia financeira é definida como a capacidade de autossustentar e autogerir a própria existência a partir das próprias escolhas, desejos e necessidades, sem depender de recursos de terceiros.
No Brasil, os dados mostram por que esse debate é tão necessário. Segundo o 3º Relatório de Transparência Salarial e Igualdade, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego com base na RAIS de 2024, as mulheres recebem, em média, 20,9% menos que os homens nos estabelecimentos com 100 ou mais empregados. O mesmo relatório informa que, se houvesse igualdade salarial, R$ 95 bilhões poderiam ter sido acrescentados à economia brasileira em 2024.
As desigualdades também aparecem com força na organização do tempo e do cuidado. Dados do IBGE indicam que, em 2022, as mulheres dedicaram em média 21,3 horas semanais aos afazeres domésticos e ao cuidado de pessoas, enquanto os homens dedicaram 11,7 horas. Ainda segundo o instituto, essa sobrecarga tem relação direta com a inserção no mercado de trabalho: a taxa de participação feminina foi de 53,3%, enquanto a masculina chegou a 73,2%. Entre as mulheres ocupadas, 28% trabalhavam em tempo parcial, contra 14,4% dos homens.
O DIEESE também aponta que a desigualdade persiste nos rendimentos. No quarto trimestre de 2023, o rendimento médio mensal das mulheres foi de R$ 2.562, valor 22,3% menor que o dos homens, cuja média foi de R$ 3.323. Entre as mulheres negras, o cenário é ainda mais duro: 49,4% recebiam no máximo um salário mínimo.
A discussão sobre autonomia financeira passa ainda pelo peso das dívidas e pela responsabilidade econômica dentro das famílias. Dados reunidos pela Agência Brasil a partir de levantamentos da CNC e da Serasa mostram que, em fevereiro de 2025, 76,9% das mulheres estavam endividadas, acima dos 76% dos homens. A mesma reportagem informa que 93% das mulheres participam financeiramente das despesas familiares e que, em 33% dos lares, elas são as únicas responsáveis; entre as famílias de menor renda, esse percentual chega a 43%.
É nesse contexto que a roda de conversa propõe um espaço de acolhimento e troca. A iniciativa convida mulheres a refletirem sobre uma pergunta central: o que é ter autonomia financeira hoje? Poder comprar, poder poupar ou poder decidir?
Com a planejadora financeira Rosângela Nunes, o encontro pretende fortalecer o diálogo sobre dinheiro como dimensão concreta da liberdade, da dignidade e da construção de futuros possíveis.
Mulheres e Autonomia Financeira, com Rosângela Nunes. Dia 18 de março, quarta-feira, às 14 horas, no auditório da Sede Administrativa do Sint-IFESGO.
Uma atividade especial do mês de março para mulheres.
Um espaço seguro para falar de dinheiro, futuro e escolhas.
“Uma mulher deve ter dinheiro e um teto todo seu se quiser escrever ficção.” — Virginia Woolf
Convide uma amiga e participem juntas. As vagas são limitadas. Inscreva-se.
Inscreva-se pelo formulário: [https://forms.gle/PsVWWhXLUy1m4f2G8]
Serviço
Roda de conversa: Mulheres e Autonomia Financeira, com Rosângela Nunes
Data: 18 de março, quarta-feira
Horário: 14 horas
Local: Auditório da sede administrativa do Sint-IFESGO
Entrada Franca. Vagas Limitadas!
Transmissão: canal do YouTube do Sint-IFESGO
Inscrições pelo formulário digital (link acima).
Venha ocupar esse espaço de diálogo sobre futuro, independência e escolhas. Aguardamos você!
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