Desmontando o modelo de financiamento solidário e se eximindo da responsabilidade de garantir o direito à saúde, o Governo do Estado de Goiás privatiza a autarquia financiada pelos trabalhadores ao longo de décadas.
O Serviço Social Autônomo de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos e Militares do Estado de Goiás (Ipasgo Saúde) informou a seus usuários que neste mês de janeiro passará a cobrar uma taxa adicional para a cobertura aos dependentes do plano de saúde.
A Lei Estadual nº 23.941/2025, publicada em 11 de dezembro de 2025, determinou que dependentes passem a pagar 30% do valor da nova tabela atuarial, considerando as diferenças entre as modalidades básica e especial dos planos antigos e a idade dos dependentes. Os valores variam de R$ 50,67 a R$ 332,68 por dependente.
Proposta pelo governador Ronaldo Caiado, a lei representa mais um passo na privatização da autarquia que gere fundos públicos historicamente financiados com a contribuição dos servidores do estado e de outros trabalhadores. Ela vem na esteira da Lei nº 21.880, de 20 de abril de 2023, que instituiu a chamada tabela atuarial, baseada nos custos individuais presumidos pela idade de cada segurado.
O modelo de financiamento solidário que construiu e consolidou o Ipasgo era baseado nas contribuições proporcionais aos salários dos servidores, portanto adaptado às diferentes capacidades contributivas que resultaram em uma cobertura acessível e universal. A mudança transforma a instituição pública voltada para atividades típicas de Estado em um plano de saúde como qualquer outro.
O SINT-IFESgo repudia a política de privatização dos fundos de assistência à saúde e se solidariza ao servidor e à servidora que encontram dificuldades no acesso aos serviços.
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