NOTA OFICIAL SINT-IFESGO | MISOGINIA NÃO É OPINIÃO. É VIOLÊNCIA.

O Sint-IFESGO manifesta seu mais firme repúdio aos ataques dirigidos à servidora Jordana Alves de Aguiar, Técnica-Administrativa em Educação da Universidade Federal de Catalão (UFCAT), categoria representada por este sindicato.

Não se trata de crítica administrativa legítima nem de debate público qualificado. Trata-se de ataque pessoal, de desrespeito à condição de mulher em espaço de direção e de tentativa de deslegitimar, pela intimidação, uma servidora pública no exercício de função institucional.

A gravidade do episódio é ainda maior porque ocorre em um momento em que o país amplia o enfrentamento à violência de gênero, fortalece a defesa da vida das mulheres e discute, inclusive no plano legislativo, a criminalização da misoginia como expressão de discriminação e violência. Diante desse cenário, é inaceitável que práticas políticas marcadas pela humilhação pública, pelo personalismo e pela tentativa de rebaixamento de mulheres sigam sendo tratadas como algo normal.

É especialmente grave que esse tipo de postura parta de um homem cuja trajetória esteve ligada a cargos do Poder Executivo, como a Prefeitura do município de Catalão. De alguém com experiência na vida pública espera-se responsabilidade institucional, respeito democrático e compromisso com a ética republicana. Quando, em vez disso, se adota a agressão como método e o constrangimento de uma mulher como linguagem política, o que se revela é uma concepção atrasada de poder, incompatível com os avanços que a sociedade brasileira tem buscado construir no campo da equidade de gênero.

Esse tipo de conduta reforça negativamente uma prática política autoritária, misógina e regressiva, em completo desencontro com a evolução social e institucional que exige mais respeito às mulheres, mais civilidade no debate público e mais compromisso com a igualdade.

O Sint-IFESGO reafirma sua solidariedade à servidora Jordana Alves de Aguiar e destaca que atacar uma TAE da UFCAT em razão do cargo que ocupa é também atacar a legitimidade das mulheres nos espaços de direção, a dignidade do serviço público e a autonomia das instituições federais.

Não aceitaremos o silêncio diante da misoginia, nem a naturalização de ataques que tentam constranger mulheres por ocuparem lugares de liderança e decisão.

Respeitar as mulheres é exigência democrática.
Combater a misoginia é dever público.
Defender a dignidade das servidoras é defender o próprio serviço público.

Diretoria do Sint-IFESGO
Catalão/GO, 02 de abril de 2026.

Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das
Instituições Federais de Ensino Superior do Estado de Goiás

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