FASUBRA DEFENDE FLEXIBILIZAÇÃO DAS 30 HORAS EM RODA DE CONVERSA NA UNB

FASUBRA DEFENDE FLEXIBILIZAÇÃO DAS 30 HORAS EM RODA DE CONVERSA NA UNB
FASUBRA DEFENDE FLEXIBILIZAÇÃO DAS 30 HORAS EM RODA DE CONVERSA NA UNB

A FASUBRA Sindical participou, nesta quarta-feira (23), de uma roda de conversa sobre a flexibilização da jornada de trabalho de 30 horas com a reitora da UnB, Márcia Abrahão, o decano de Gestão de Pessoas da UnB, Carlos Mota, representantes do Sintfub – Sindicato dos Servidores Técnico-Administrativos da Fundação Universidade de Brasília, professores e professoras, técnicas e técnico-administrativos que lotaram o anfiteatro 9 do Instituto Central de Ciências (ICC) Sul.

A reitora fez uma apresentação sobre a decisão do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) de suspender as 30 horas, por considerar que a UnB estava fazendo a flexibilização de forma indiscriminada, durante auditoria realizada em outubro de 2018. Apesar de dizer ser favorável as 30 horas e de apresentar as diversas gestões junto à CGU, a reitora Márcia Abrahão e o Conselho de Administração (CAD) acabaram por acatar as determinações finais do órgão.

Relatório da CGU afirma que, “no que se refere à gestão de pessoas da FUB, observou-se inconsistências nas folhas de pagamento, com prejuízo potencial ao erário de R$4 milhões ao ano; concessões de retribuição por titulação formalizadas sem a comprovação do respectivo título; e flexibilização indiscriminada de jornada de trabalho para os servidores da universidade”.

Em resposta à CGU, a UnB disse que havia divergência de interpretação: “no tocante à flexibilização da jornada de trabalho dos servidores técnicos, identifica-se que há uma divergência de interpretação do decreto presidencial nº 1.590/1995, que dispõe sobre o assunto. Na interpretação da Administração Superior da UnB, de acordo com o referido decreto presidencial, as atividades da universidade consideradas aptas à flexibilização de jornada de trabalho se encaixam perfeitamente na parte do decreto que trata de serviços desempenhados em período igual ou superior a doze horas ininterruptas, pois a UnB é uma instituição de ensino que funciona em 3 turnos – se diferenciando assim de várias dos demais órgãos da administração direta”. Segundo documento apresentado na exposição, a CGU, porém, manteve a decisão de suspender imediatamente a flexibilização de jornada de trabalho.

No final do ano passado, o CAD então criou uma comissão para rever as regras da Universidade a respeito da flexibilização e foi definido que os gestores de unidades acadêmicas e administrativas deveriam rever todos os processos de flexibilização.

Defesa das 30 horas

O coordenador de Formação e Comunicação Sindical da FASUBRA, Luan Badia, se contrapôs à exposição da reitoria e defendeu a permanência da jornada de 30 horas de trabalho para os técnico-administrativos. Luan falou da experiência do IFSul – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense e disse que os órgãos de controle são importantes, mas não podem extrapolar a autonomia universitária. “Em Pelotas temos uma portaria que institui as 30 horas para todos os técnico-administrativos, sem exceção. Essa portaria foi questionada em 2007 pelo Ministério Público Federal (MPF), a reitoria recorreu a justiça federal e os argumentos da reitoria foram julgados procedentes pelo TRF 4ª Região, que decidiu manter as 30 horas para todos do IFSul, uma vez que atende aos princípios da eficiência e não contraria nenhuma lei”, informou.

Conforme Luan, no ano passado, a portaria foi questionada novamente pelo TCU (Tribunal de Contas da União). “A reitoria recorreu de novo, já tinha a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) anterior. O STF entendeu que, pois já tem decisão transitado em julgado, é legal as 30 horas e a decisão do TCU caiu. Também pela autonomia universitária, não são os órgãos de controle, CGU, TCU, que têm que dizer sobre a autonomia administrativa. A reitoria pode buscar a justiça para derrubar essa decisão da CGU, ao invés de acatá-la”, alertou Luan, que citou o Art. 207 da Constituição, no qual afirma que “as universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão”.

O coordenador da FASUBRA se colocou à disposição dos técnico-administrativos para tirar dúvidas sobre o assunto e disse que mais de 60% das universidades hoje trabalham com as 30 horas. Outros coordenadores que acompanharam o debate foram: Melissa Campos, Rosangela Costa, João Paulo Ribeiro, Herivelton Ferraz, Marcos Otávio de Oliveira e Luiz Macena.

IN02 e ponto eletrônico

A Instrução Normativa 02 e a implementação do ponto eletrônico, que está em fase de teste, também foram discutidos durante a roda de conversa, conforme recomendação 17 da CGU. “Estabelecer, nos termos do art. 7º da IN MPDG/SGP nº 02/2018, controle eletrônico para avaliação do rigoroso cumprimento da jornada flexibilizada pelos servidores, conforme horário proposto para o adequado atendimento ao público e aprovado nos respectivos processos de concessão de flexibilização”. Na ocasião, servidores demonstraram preocupação com as características de alguns cargos e ainda sobre falhas técnicas.

O coordenador do SINTFUB, Mauro Mendes, afirmou que continuará lutando em defesa das 30h e cobrou um posicionamento sobre alguns casos que se enquadram na Resolução nº 0043/2018 do CAD e que mesmo assim foram suspensos. “Tem servidor que está dentro do decreto, da resolução e o gestor não quer 30 horas”.

 

Fonte: Blog do Servidor Público Federal

Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das
Instituições Federais de Ensino Superior do Estado de Goiás
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