Cyanea Gebrim, Fernando César Mota e Eduardo Marques estiveram na capital federal no dia 17 para fortalecer a luta por reajuste do piso, jornada digna e reconhecimento dos trabalhadores da saúde. Mobilização nacional em Brasília reuniu caravanas de todo o país, pressionou pela aprovação da PEC 19 e ampliou o debate sobre a recomposição do piso da enfermagem e as condições de trabalho no setor de saúde.
O Sint-IFESGO esteve presente, ontem, 17 de março, em Brasília, na grande mobilização nacional em defesa da aprovação da PEC 19 e da valorização da Enfermagem. Representando a entidade, participaram da agenda a vice-coordenadora geral do Sint-IFESGO, Cyanea Gebrim, juntamente com Fernando César Mota, presidente da CTB Goiás, e Eduardo (Dudu) Marques, vice-coordenador de aposentados e assuntos de aposentadoria do Sint-IFESGO. O grupo acompanhou tanto a manifestação realizada na capital federal quanto a audiência pública que debateu a pauta, somando-se à pressão nacional por reajuste do piso e por condições de trabalho mais justas para os profissionais da saúde.
A mobilização em Brasília ocorreu em um momento decisivo para a categoria. Segundo o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), caravanas de várias regiões do país chegaram à capital federal para a Marcha pela Valorização da Enfermagem, em defesa do reajuste do piso salarial e do avanço da PEC 19. No dia 17, a marcha reuniu cerca de 5 mil participantes, representando uma categoria de quase 3 milhões de enfermeiros, técnicos e auxiliares. A proposta em debate prevê a correção inflacionária do piso e sua vinculação à jornada de 30 horas semanais. O Cofen também ressalta que o piso segue sem correção há mais de três anos e já acumula perda superior a 20% do poder de compra.
A presença do Sint-IFESGO nessa jornada tem significado político e sindical profundo. A defesa da aprovação da PEC 19 e da valorização da enfermagem dialoga diretamente com a realidade dos técnico-administrativos em educação, especialmente daqueles que atuam na área da saúde, em hospitais universitários e em estruturas estratégicas do serviço público federal. Defender valorização, carreira e condições dignas de trabalho para esses servidores é defender a própria sustentação do atendimento público, da formação profissional e da produção de conhecimento em saúde.
Essa pauta é ainda mais sensível para os trabalhadores e trabalhadoras do HC-UFG e da Ebserh. O HC-UFG integra a Rede Ebserh e tem atuação baseada em equipes multiprofissionais, além de papel relevante na assistência, na formação e na produção de conhecimento. Já a Rede Ebserh reúne 41 hospitais universitários e é uma das principais estruturas hospitalares públicas do país. Com mais de 60 mil trabalhadores e milhares de convocações em concurso recente, a rede evidencia a dimensão estratégica dos hospitais universitários para o SUS e para as universidades federais.
Também não se trata de uma luta isolada da enfermagem. O Cofen destaca que a categoria representa mais de 60% dos profissionais do SUS, o que ajuda a medir o impacto social e sanitário de qualquer medida relacionada a jornada, piso, valorização e condições de trabalho. Para os TAEs da saúde, para os trabalhadores do HC-UFG e para os empregados da Ebserh, essa mobilização tem efeito simbólico e concreto: ela fortalece a defesa de carreiras estruturadas, remuneração justa, reconhecimento do trabalho especializado e melhoria da qualidade da assistência prestada à população.
Ao participar das atividades em Brasília, Cyanea Gebrim, Fernando César Mota e Eduardo Marques ajudaram a reafirmar que a luta da saúde é também a luta dos servidores públicos federais, dos aposentados, dos trabalhadores da educação e de todos aqueles que sustentam, cotidianamente, o funcionamento das instituições públicas. Em um cenário de sobrecarga, defasagem e cobranças permanentes, estar presente nas ruas, no debate público e nos espaços institucionais é parte fundamental da construção de vitórias para a classe trabalhadora.
A ida da representação do Sint-IFESGO a Brasília, no dia 17, reforça que a valorização dos trabalhadores da saúde precisa sair do discurso e se transformar em medidas concretas. Defender a PEC 19, o reajuste do piso e condições dignas de trabalho é defender os TAEs da saúde, os hospitais universitários, a Ebserh, o SUS e a qualidade do atendimento prestado à população.
O Sint-IFESGO conclama a categoria a seguir atenta, mobilizada e unida. É hora de ampliar a pressão, fortalecer a organização coletiva e fazer ecoar, em Goiás e em todo o Brasil, a voz dos trabalhadores e trabalhadoras da saúde e da educação: sem valorização, não há cuidado digno, nem serviço público forte.
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