Durante visita do Ministério da Educação (MEC) às obras da Universidade Federal de Jataí (UFJ), Moni do Carmo entregou ao ministro documento que exige a implementação integral do acordo firmado em 2024 com a categoria TAE. A ação sindical reforça a defesa da carreira e denuncia o retrocesso sentido pela categoria após a desconsideração da proposta de RSC construída no GT da CNSC, refletida no PL 6170/2025.
Nesta quarta-feira (28), em Jataí (GO), a coordenadora regional do Sint-IFESGO – Jataí, Eleuzzy Moni do Carmo Jesus, entregou ao ministro da Educação, Camilo Santana, um documento cobrando o cumprimento do acordo de greve de 2024 firmado com os(as) Técnico-Administrativos(as) em Educação (TAEs). O ato ocorreu durante a visita oficial do MEC à Universidade Federal de Jataí (UFJ), que integra uma série de agendas do ministério em instituições federais para acompanhamento de obras e diálogo com a comunidade universitária.
A comitiva do MEC esteve na UFJ para vistoriar obras em andamento e investimentos anunciados para a infraestrutura do campus. Entre os espaços visitados estão o Complexo Esportivo, a Clínica de Psicologia Aplicada e a Casa do Estudante Universitário, com recursos destinados pelo Novo PAC Educação. A agenda reforçou a importância de melhorias estruturais e da permanência estudantil, como residências universitárias, especialmente para estudantes de outras cidades e regiões.
Foi nesse contexto que o Sint-IFESGO levou ao ministro um recado direto: universidade pública não se sustenta apenas com concreto e cronograma de obra, mas com valorização do trabalho e respeito aos acordos firmados com quem mantém a instituição funcionando todos os dias.
O que diz o documento entregue ao ministro
No texto protocolado, o sindicato relata que, apesar de reuniões e tratativas, pontos centrais do acordo de greve de 2024 permanecem pendentes, o que tem ampliado a insatisfação e o descrédito no processo de negociação. O documento enfatiza que não se trata de novas reivindicações, mas do cumprimento do que já foi pactuado, e solicita que o ministro interceda junto ao Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) para destravar encaminhamentos efetivos.
A carta também alerta que a manutenção do impasse tem levado a categoria, em âmbito nacional, a discutir indicativo de greve a partir de 20 de fevereiro, caso não haja respostas concretas. Ao mesmo tempo, reafirma que os(as) TAEs seguem abertos ao diálogo, defendendo que a implementação do acordo é condição para a estabilidade institucional e para o bom funcionamento das universidades federais.
Moni do Carmo: atuação firme em defesa da categoria
Ao entregar o documento diretamente ao ministro, Moni do Carmo dá visibilidade a uma pauta que não cabe em rodapé: a luta por melhorias na carreira, por condições dignas de trabalho e por reconhecimento efetivo do papel dos(as) TAEs na educação pública federal.
A mobilização ocorre em um cenário de indignação na categoria, que denuncia um ataque político à carreira com a desconsideração, por parte do governo federal, da proposta de Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) elaborada no âmbito do GT RSC da CNSC (FASUBRA), processo que a categoria aponta como esvaziado e materializado no PL 6170/2025. Para o Sint-IFESGO, trata-se de um movimento que rebaixa expectativas e frustra uma construção coletiva feita com base na realidade do trabalho TAE.
A visita do ministro à UFJ evidenciou investimentos e obras importantes para a universidade, mas também escancarou que a comunidade acadêmica exige respostas para além da infraestrutura. Ao cobrar o cumprimento do acordo de 2024, o Sint-IFESGO reafirma que a palavra assinada precisa virar prática e que a valorização dos(as) TAEs é parte essencial de qualquer projeto real de fortalecimento das universidades federais.
TAEs e comunidade universitária: hora de transformar cobrança em força coletiva.
– Participe das assembleias e atividades convocadas pelo Sint-IFESGO.
– Ajude a divulgar a pauta e fortalecer a unidade da categoria.
– Pressione por cumprimento integral do acordo de 2024 e por uma saída que respeite a construção do RSC e a dignidade da carreira.
Acesse a carta que está anexada a esta matéria e leia o documento na íntegra.
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