ASSEMBLEIA GERAL DA CATEGORIA REJEITA GREVE IMEDIATA E APOSTA NA ESTRATÉGIA E JUDICIALIZAÇÃO DE PAUTAS PENDENTES

Com pequena diferença de votos, a base dos/das TAEs do estado de Goiás decide manter a mobilização, mas adiar a deflagração imediata de greve; Fasubra é orientada a focar em ações jurídicas e no acompanhamento do RSC.

Em assembleia realizada na manhã desta sexta-feira (20), as/os TAEs do estado de Goiás decidiram rejeitar a deflagração imediata da greve prevista para a próxima segunda-feira (23), conforme o indicativo da Fasubra. Com votação acirrada, a categoria TAE em Goiás optou por manter a mobilização organizada, mas decidiu priorizar a judicialização de pautas pendentes, especialmente o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para aposentadas/os, além do acompanhamento das negociações em Brasília.

A decisão marca uma mudança estratégica: em vez da paralisação total, o sindicato será orientado a investir em ações jurídicas coletivas, em mobilizações estratégicas e no fortalecimento da base para a campanha salarial de 2027, quando poderão ser negociadas pautas com impactos financeiros.

O que está em jogo: o acordo de 2024 e as pautas pendentes

Durante mais de três horas de debate, o coordenador-geral do Sint-IFESGO, Diego Siqueira, e o vice-coordenador de Administração e Finanças, Fernando César Mota, apresentaram um quadro comparativo detalhado sobre o cumprimento do acordo que encerrou a greve de 2024. Entre os itens atendidos estão a reestruturação remuneratória e a não absorção do Vencimento Básico Complementar (VBC). No entanto, pontos importantes permanecem pendentes: a racionalização de cargos (macrocargos), cursos de capacitação dentro das IFEs e o reposicionamento de aposentadas/os.

O acordo tem validade de dois anos, incluindo reajustes de 2025 e 2026. Novas pautas seriam ilegais neste momento.”, alertou Fernando, reforçando que qualquer greve agora estaria restrita a questionar o próprio acordo de 2024, sem possibilidade de ampliar reivindicações.

Fátima dos Reis, coordenadora da Sede Social e integrante da Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC) da Fasubra, detalhou que o PL do RSC já foi aprovado na Câmara, mas aguarda regulamentação por meio de decretos complementares. Ela participará de reuniões com o MEC nos dias 24 e 25 de fevereiro para tentar incluir o Ministério da Gestão e Inovação (MGI) nas discussões e garantir os ganhos da categoria.

Conjuntura eleitoral e riscos da paralisação

A proximidade das eleições pesou na decisão. Várias pessoas participantes, incluindo Lídia Freitas e João Pires, alertaram que uma greve em ano eleitoral poderia ser politicamente desgastante, sem trazer ganhos financeiros imediatos. “O momento não é oportuno. O PL do RSC já foi aprovado, e estamos limitadas/os às pautas do acordo anterior. Melhor preparar uma greve forte para o início de 2027, quando poderemos negociar reajuste salarial e equiparação de benefícios entre os Poderes.”, analisou Lídia.

As pessoas presentes no auditório da sede administrativa reforçaram a análise da conjuntura política nacional e internacional, citando o avanço da extrema direita nos EUA, endossado pelo governo Trump, e, aqui no Brasil, a atuação de setores ligados ao legado do ex-presidente Jair Bolsonaro como ameaça constante aos direitos trabalhistas. “Não podemos dar tiros no pé. A estratégia agora é resistir, judicializar e nos organizar para 2027”, sintetizou.

Conclusão

A assembleia geral da manhã desta sexta-feira revelou uma categoria madura e estratégica. Ao rejeitar a greve imediata por margem estreita, as/os TAEs de Goiás optaram por preservar as conquistas já obtidas, como a aprovação do PL do RSC, evitar riscos eleitorais e investir em judicialização organizada, especialmente para proteger aposentadas/os excluídas/os da regulamentação atual.

A decisão não significa trégua: o estado de mobilização permanece, com foco em ações pontuais, acompanhamento parlamentar em Brasília e fortalecimento da base para 2027. Como disse Jorge, aposentado com 30 anos de luta sindical: “A greve é necessária, mas precisa ser no momento certo, com a categoria unida e com perspectivas reais de ganho.”.

TAE, sua participação é decisiva! Acompanhe as atualizações sobre os encaminhamentos desta assembleia e outros assuntos em nossos canais oficiais. A luta continua, e a organização coletiva é a nossa maior arma.

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Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das
Instituições Federais de Ensino Superior do Estado de Goiás

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