ASSEMBLEIA GERAL DA CATEGORIA REAFIRMA PAUTAS URGENTES E MANTÉM MOBILIZAÇÃO EM DEBATE SOBRE RSC E NEGOCIAÇÕES

Em encontro híbrido na manhã desta terça-feira (20), a categoria aprovou a ordem do dia, atualizou informes sobre UFG e Ipasgo, reforçou a necessidade de acesso a contratos e atenção à implantação do ponto eletrônico na UFG e debateu estratégias diante do PL nº 6.170 e do RSC, deliberando pela manutenção da pressão organizada enquanto as negociações seguem em curso.

A Assembleia Geral da Categoria, realizada na manhã desta terça-feira (20), em formato híbrido, reuniu trabalhadoras e trabalhadores TAE no auditório da sede administrativa do sindicato e também de forma virtual pela plataforma Zoom. Logo na abertura, a pauta de ordem do dia foi apreciada e aprovada por ampla maioria, consolidando o encaminhamento dos debates e informes previstos.

Entre os destaques, a categoria recebeu informações sobre uma reunião recente com a nova gestão eleita da UFG, na qual foram apresentadas questões consideradas urgentes, como dificuldades envolvendo o plano Ipasgo saúde e a assinatura, em dezembro do ano passado pela gestão anterior, de um contrato de longo prazo que impacta a categoria, especialmente os trabalhadores e trabalhadoras do HC. Diante disso, foi apontada a necessidade de obter acesso integral ao documento para análise técnica e sindical, o qual foi prontamente atendido. Também foi informado o agendamento de uma audiência para o dia 27, às 14h, com UFG e Ipasgo, voltada à discussão de reajustes de mensalidade e demais impactos sobre servidoras e servidores.

A assembleia ainda debateu temas de gestão e condições de trabalho, com atenção especial à implantação do ponto eletrônico, cuja regulamentação foi publicada por portaria em 10 de janeiro, gerando questionamentos quanto a forma jurídica. Participantes alertaram para a complexidade da implementação e para o risco de problemas caso o processo avance sem treinamento adequado das chefias, especialmente se houver tentativa de aplicação já em fevereiro.

No campo dos sistemas e organização do trabalho, a discussão abordou a implementação do Sou.Gov e a importância de avaliação após período inicial de funcionamento, conforme previsto em regulamentação. Também foi relatada a necessidade de novas portarias diante da recomposição de comissões com a mudança de gestão, incluindo comissões relacionadas a ponto eletrônico e turnos contínuos.

No eixo nacional, os informes destacaram as discrepâncias nos regimes de aposentadoria no serviço público, especialmente para quem ingressou após 2013, e os impactos de propostas de reestruturação administrativa. Em paralelo, avançou o debate sobre o PL nº 6.170 e as propostas de modificação relativas ao RSC da Fasubra. Foram apresentados pontos de divergência com o governo, que na mesa foram superados e a expectativa de resposta formal do MGI às proposições complementares levadas pelas entidades, o que deve ocorrer na próxima semana.

Ao tratar do cenário de mobilização, a assembleia avaliou que os avanços registrados até aqui decorrem da pressão organizada da base. Por isso, ganhou força o entendimento de que ainda não é hora de retirar o indicativo de greve antes da próxima rodada de negociação, prevista para 26 de fevereiro. Foi defendida a realização de assembleias nas bases e, na sequência, uma plenária virtual para reavaliar o quadro após a reunião com o governo, evitando que a fixação precipitada de datas fragilizem a estratégia negocial.

Ao final, foi aprovada a chapa de delegadas e delegados para a instância deliberativa da Fasubra, ampliando a representação da base e fortalecendo o acompanhamento dos debates nacionais. Foram eleitos: Rafael de Souza Ribeiro, Tathiane Abreu de Castro, Patrícia Regina de Oliveira, Eduardo (Dudu) Marques dos Santos e Lídia dos Santos Ferreira de Freitas; além dos suplentes: Juliana Damando Vaz, Elma Dutra, Edvaldo de Goiás Pereira Pontes, Diego Pereira Siqueira e Fernando César Silva da Mota; indicados pela assembleia.

A Assembleia Geral de hoje reforçou a unidade da categoria em torno de pautas imediatas, como a agenda com UFG e Ipasgo, e de temas estruturantes, como RSC, regimes de aposentadoria e implantação de novos mecanismos de controle e sistemas. A avaliação predominante foi de que o momento exige organização, informação qualificada e mobilização permanente, com decisões estratégicas sendo tomadas à luz das próximas negociações.

Participe e fortaleça a mobilização: acompanhe os informes oficiais do sindicato, participe das assembleias na sua base e esteja presente na próxima plenária virtual após a reunião de negociação do dia 26 de fevereiro.

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